18/10/06 - Comunicação é tudo!
Comunicação é tudo, ou tudo é comunicação? Muitos empresários acabam jogando fora seu investimento quando não integram toda a empresa à comunicação. Imagine a situação. Um cliente em potencial assiste a um comercial da sua empresa no horário nobre da Rede Globo. Um comercial lindo e maravilhoso, um produção de excelente qualidade que expressa com clareza e de modo certeiro a mensagem a ser passada.
Este cliente em potencial anota o endereço do site da empresa que aparece no final do comercial para conhecer mais o produto anunciado. Ao abrir a página ele percebe que a coisa não é bem assim. A apresentação ali é muito diferente da do comercial.
Mesmo assim, aos cliques e barrancos, ele consegue alguma informação sobre o produto e resolve entrar em contato. Pega o número do telefone na página de contato e resolve ligar. Atende uma pessoa com uma voz triste e desanimada, bem diferente da empolgação do garoto propaganda do comercial. Mesmo assim, nosso cliente muito empolgado pergunta sobre o produto. O atendente pede para esperar um minuto e coloca uma musiquinha enquanto o cliente aguarda mais informações.
Finalmente atende a pessoa que tem essas informações. Ela passa todas estas informações e ao final é questionada sobre o valor, depois de mais um pouco de musiquinha recebe a informação de um preço diferente do da incrível promoção do comercial. Nosso cliente se sente um pouco enganado, porém ele realmente está empenhado em comprar o produto.
Então decide ir até a loja. Ao chegar à loja não consegue identificar um vendedor, pois nenhum deles usa crachá ou uniforme, e passa até por um constrangimento ao confundir um outro cliente com vendedor. Porém, ele acha alguém que novamente passa um preço diferente do da promoção. Nosso amigo cliente argumenta o preço que viu no comercial e o vendedor resolve ir chamar seu gerente para confirmar a oferta.
Enquanto isso nosso cliente se dirige ao setor da loja onde se encontra o produto e vê uma embalagem sem graça, bem diferente da do comercial. Mas, enfim, ele abre a embalagem e começa a manusear o produto, quando de repente é atingido no pé por uma vassoura. Um rapaz, depois de varrer o pé de nosso cliente pede licença para limpar o local. E realmente o local precisava de uma limpeza.
Em seguida aparece o gerente que confirma a promoção do comercial e o dirige ao caixa, onde sem ter direito a nenhuma forma de pagamento a não ser a vista e sem mais choro, acaba comprando o produto.
Obviamente, ninguém é tão paciente como o nosso amigo foi na história deste artigo, porém ele teve que passar por todas essas aventura para nos mostrar que quando um cliente potencial assiste a um comercial, ou lê um anúncio ele está apenas começando o processo de compra e a comunicação deve se estender a toda a empresa. Desde o faxineiro até o presidente, e desde um simples panfleto até um comercial no horário nobre. Qualquer barreira neste processo pode estragar um venda, e toda a verba dispensada com um lindo comercial em horário nobre é jogada no lixo.


